O blog
Dizem que falar aos cotovelos é ruim. Dizem que expressar opinião é ótimo, em alguns casos. Unindo ambas as coisas essa pequena garota irá tentar defender as suas próprias opiniões rebeldes e muitas vezes sem causa, de coisas cotidianas, valhas ou às vezes inúteis; passando o tempo aqui, vendo as horas voarem e digitando descontroladoramente palavras aleatórias, porque isso sim é de sua estranha natureza.

Quem
Gabriela Andrade, uma senhorita com 23 anos vividos de misturas sentimentais, questões polêmicas, questionamentos insanos e utópicos sobre o mundo, englobados em torno de muitas confusões. Anseia por um futuro melhor, mas se saberá o que será do temido e exasperado amanhã?

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Mídia demais?
Comentários (4) // segunda-feira, 29 de junho de 2009
Milhares de jornalistas e fotográfos não permitem que as celebridades vivam tranquilamente. Milhões desejam a fama, enquanto muitos a repudiam. Não compreendo o simples fato de a imprensa elaborar críticas absurdas para o modo de vida do cantor Michael Jackson, excêntrico, confessemos. Todavia, a utopia está presente quando a televisão não consegue elaborar nada além de tributos dedicados ao "Rei do Pop", se respirando oxigênio todos o manipulavam com acusações e ganâncias, por que agora, em morte ele é venerado?
Segundo os meus singelos pensamentos, creio que a impunidade se encontra nos médicos que permitiram com que a sua saúde cada vez mais ficasse fraca e frágil, por que milhões de dólares podem silenciar a ética de um profissional? Acredito também, que um cidadão não apresenta condições normais quando quer mudar completamente a sua aparência. Tudo bem que a sociedade nos corrompe, ditando regras e estereótipos praticamente inalcansáveis e insanos. Portanto, para isso necessitamos ser fortes e capazes de discernir o que é ou não saudável.
O adeus de mais um artista consagrado, me dá pena ao saber que ele não viveu para a vida e sim para os "flashes".
Será que os pais da pequena notável Maísa, estão agindo corretamente ao entregá-la para as garras do SBT, Sistema Brasileiro de Televisão? E será que o encargo de nossas mentes continuará sendo manipulado por mensagens subliminares criadas pela mídia, com o único anseio comercial ($)? O mundo é cruel, e isso podemos averiguar nos mais peculiares casos, entretanto, nos resta a função de mudá-lo. Somos jovens e a diferença nos espera.



Considerado o verdadeiro "King", veridicamente ou não. O sentimentalismo me abate, ao relembrar os primeiros clipes dele. Apresentando a imagem de um cantor que controversiamente, era uma simples criança com o desejo de ser feliz, apenas isso. Se erros na vida cometeu ou se absurdos fez, não cabe à nós julgá-los.

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Como um cumprimento
Comentários (2) // domingo, 28 de junho de 2009
Dizem que algumas palavras apresentam significados muito ricos e quase impossíveis de concretizar. Não sei ao certo o que é amor puro, pois a vida nos submete a situações quase irreais e que nos levam ao egoísmo e a falta de sentido vivente. Se eu pudesse voltar anos atrás, com certeza perdoaria o meu melhor amigo, porque assim nós sentiríamos aquilo que com os olhos fechados não nos permitimos ver. Desculpas todo mundo dá, até os mais recatados e metidos sempre se arrependem depois e acabam irrompendo com o ar de superioridade e timidez. Mas o fato é que o perdão, insistimos em não existir. Após alguém lhe bater, a raiva assume o tom de voz e faz com que o nervosismo abata, jamais em primeiros momentos podemos confessar que pensamos no próximo e que aquilo não teve significância alguma, pois com certeza a dor carnal nos eleva. Não consigo me transferir para um mundo cor-de-rosa e tentar viver com as corrupções do mundo sem nem ao menos algo disser.
Aos poucos vou corrigindo-me e pensando como se tudo não se passasse de um simples e sutil oi. Porque com certeza aliviar a dor do coração é melhor do que ficar a vida toda pensando no terrível se eu fizesse e se eu dissesse.

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Bad moments, I said
Comentários (3) // sexta-feira, 26 de junho de 2009

Estou tão desanimada que é como se nada pudesse mudar. Tudo parece dar errado, como uma onda que chegou subitamente e virou um tsunami de diversas emoções. É tão difícil ter que acreditar em coisas positivas agora. Provavelmente, nem mil teorias que fizeram sucesso ajudar-me-íam. É algo inevitável, creio que é o próprio fruto da minha semente. Entretanto, onde posso ter agido dum modo tão incorreto para passar por isso? Se fosse somente com fatos meus seria agradável, num aspecto geral. Contudo, não é assim.
Dizem que o Big Bang originou-se de sucessivas explosões. Essa minha irritabilidade ou qualquer outro nome que possa ser-lhe atribuída, surgiu de inúmeras situações demasiadamente desagradáveis. É como se houvesse alguma conspiração e eu fosse o alvo. É como se eu estivesse numa tempestade e todos os raios se direcionassem para mim. É como estar num mar de alegrias e não poder senti-las. É como se alguém estivesse enterrando todas as coisas felizes da vida. Realmente é algo inexplicável, que meras palavras não passariam perto do significado.
Procuro respostas, quero realmente esperar o sol surgir e com ele, a alacridade voltar. Os meus olhos cansam de parados ficarem, eles insistem em produzir gotas formadas por sal sem fim. A minha mente se cansa aos poucos, será que durante dias próximos possa alguma mudança acontecer? Disseram-me que os passos para uma vida boa se resumem em dois aspectos: pensar em coisas auspiciosas e acreditar. Infelizmente, eu não estou com forças para acreditar e nem enquanto tudo isso não se passar de apenas uma lembrança, eu poderei reservar todas as minhas indagações internas para a positividade. Sei que é cedo demais para ficar assim, a vida está a aflorar-me. Todas as tragédias por mais que derradeiras, sempre têm o seu próprio término, o tempo calará os segundos intensos e reavivará a alegria em mim. Eu preciso ser forte, sei que conseguirei. A fé silenciará o azar da minha sorte.

“ Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse...
Mas você não morre,
você é duro, José!”

Vivendo e lutando, lutando e vivendo. Uma companhia inseparável, porque às vezes a vida nos desafia para os combates.

Fonte da foto: vide este blog.

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À você, as minhas lembranças
Comentários (2) // quinta-feira, 25 de junho de 2009
São Paulo, 22 de Junho de 2009.

Prezada vida,

Eu queria agradecer-lhe pelas tardes ensolaradas, os sorrisos abundantes, os abraços humanos, o amor ao meu redor, as lições que me ensinaste, os erros que me fizeram crescer, as inúmeras histórias que me levaram à outros horizontes, os amigos, a família e enfim por tudo. Todavia, eu não me sinto completa. Há um vazio enorme dentro de mim, corroendo-me. Esse buraco que me consome mora muito longe, talvez a milhas de onde eu realmente esteja. Este, por sua vez gigante aumenta a cada segundo em que vejo fome nos olhos de crianças, tristeza nos corações de seres não amados, armas sendo disparadas e lágrimas fluindo como rios em faces alheias. Talvez o meu próprio abismo possa estar na África, na Ásia, nas Américas, na Europa, na Oceania, nos confins da Antártica ou quiçá junto à mim neste momento, fazendo-me morada. Querida e estimada vida, porque deixaste inúmeras diferenças o homem fazer? Desculpe senhoria, mas devo-lhe admitir que vivo numa mentira, a mentira que é viver - num mundo onde se almeja pela paz, mas que por ela nada se faz.
As esperanças não deixam de morrer, será possível alguém esquecer que sentimentos ainda possam a raça humana ter? Tantas tardes deixei que o egoísmo me dominasse, pedindo somente que Deus estivesse comigo. Arrependo-me seriamente. Todavia, hoje lhe peço para que seja amiga do destino, assim como o Sol e a Lua que nunca se encontram, faça um pequeno esforço para esta mera mortal que com tanto apelo lhe pede e tente unir o presente com o futuro.
Viste como os jovens mortais estão entediantes? Eles passam horas sem fim diante do computador e já não conseguem distinguir nenhuma cor, digo-lhe aquelas as quais estamos acostumadas: a aquarela do crepúsculo, a miscelânea do amanhecer e a névoa do anoitecer. Estou desanimada, nem sei o que fazer. Se me deste opções de quais caminhos seguir, ajude-me a algum ir. Essa agonia indelével em meu ser, faz-me soar assim, dum modo onde no mundo todos estão a perecer. Conto com a sua compreensão, pois mais do qualquer outra criatura existente, sabes do que lhe acabo de descrever.

Com lágrimas jogadas ao vento e o coração pulsando pelo verde incansável,
Gabriela.


Créditos: à Fernanda, pela ajuda com a escolha da foto.

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Oi, novidade boa: recebi mais dois selos (:



Este primeiro veio do Edwin.
Como manda a tradição:
1. Citar 5 características minhas.
Nasci naturalmente espontânea e tornei-me tímida, perto daqueles que não possuo intimidade. Sei que ser feliz é algo difícil, contudo procuro sempre acreditar que sou. Ser engraçada é como um escudo que criamos para nos refugiar da incoloridade vital, também tenho essa armadura aliada à aquarela de cores afora. De longe, sou apaixonada pela leitura.



Este segundo veio da Mari. Seguindo o figurino:
1. Escolher 5 situações da vida para passar em câmera lenta e repassar para 12 pessoas.
Momentos indizíveis:
. O abraço mais carinhoso;
. A entrada numa faculdade pública;
. A miscêlanea que as cores do sol em diferentes fases refletem em nossos olhos, fazendo com que os sentimentos bons despertem;
. A despedida apertada dos melhores amigos e companheiros no terceiro ano do Ensino Médio;
. A felicidade sem fim, seja ela em qualquer lugar.

Irei repassar para alguns blogs, eles escolherão qual selo pegar ou até mesmo ambos:
Amores e suspiros
Pure charme
Sem penseira

Não sei se todos gostam de recebê-los, se o contrário acontecer, desculpem-me.
Just it.

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Vestígios benéficos para a população
Comentários (5) // terça-feira, 23 de junho de 2009
Cansada e decepcionada com a televisão brasileira, principalmente a aberta, resolvi apertar o botão “off” deste aparelho doméstico dissipador de maus hábitos e índole. Perderam-se os valores, acabou-se com a decência e a moral. Programas inúteis são vinculados diariamente, destinados para milhões de jovens, adultos e idosos, aparentemente sem a menor percepção de crítica. É óbvio que há exceções, felizmente. Há um tempo remoto, enquanto eu estava assistindo vitrine no canal cultura, vi a propaganda de uma série que prometia mudar esse parâmetro. Nem se passou pela minha cabeça, que a estréia iria garantir enriquecimento aliado ao entretenimento para os telespectadores. Admito que pude conciliar algumas das minhas paixões assistindo ''Tudo que é sólido pode Derreter’’, englobando dentre essas: a literatura, os livros (por meio deles ocorre a elaboração do enredo, baseado nas confusões de uma adolescente, convivendo com a leitura e fazendo dela uma abertura enorme para os frutos da sua imaginação misturados com o seu próprio viver), músicas sinônimas da melhor sonoridade típica brasileira e acontecimentos intrigantes e comuns na vida de uma jovem estudante, onde os hormônios ferventes fazem os conflitos acontecerem com extrema facilidade.
Todavia, é impressionante como tudo tem que ter o seu próprio final. Ao saber que essa série iria ter o seu, me senti brevemente desamparada e um pouco triste. Não queria acreditar que as minhas companhias fiéis de todas as sextas-feiras abandonar-me-iam, é demasiadamente lastimável o fato de o governo não investir em meios rentáveis quanto à intelectualidade brasileira. É preocupante como “reality shows” recebem a aderência de milhões de cidadãos e pior ainda é o rendimento que eles possuem durante uma só noite num país que por fome morre (foi constatado que por meio do “paredão” da edição 09, a companhia Globo arrecadou mais de um milhão de reais). Revolto-me quando vejo dinheiro sendo de nós roubado, a população deste país. Não vos digo pouco, trata-se de enormes perdas, as quais evidentes investimentos poderiam ser concretizados se a ética houvesse. Preocupo-me muito, este ano poderei votar e só o medo faz morada. O ser humano se diz racional, todavia de tal característica não vejo demonstração. A famosa pátria tropical só é elogiada por beleza, futebol e outros fatores que não me cabe citá-los. O que fizemos de nós, Brasil?

Créditos: aqui.

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Man super friend
Comentários (5) // segunda-feira, 22 de junho de 2009
Lá estava ela, no auge dos seus descansados quinze anos e com milhões de reclamações sem sentidos a fazer. A outra buscava entender, sem saber e nem por onde começar. Era uma simples cadela e sabia como ninguém amar. Eram imprescindíveis os seus latidos ensurdecedores que faziam toda a vizinhança se queixar. Eram assustadoras as suas mordidas bruscas que transformavam a paz do ambiente num alvoroço de gritos e espantos nas visitas.
As sandálias novas que disseram adeus ao serem mastigadas pelos seus afiados dentes, o pôster favorito, as revistas e as plantas, não representam nada agora, perto da enorme ausência que você faz. É incrível ter que dizer que mesmo com tantas coisas mais importantes, fui perder o meu tempo com aquelas supérfluas, não lhe dei toda a atenção que merecia. Aquele cheiro que todo vira-lata tem, agora faz das minhas narinas apenas um olfato imaginário daquele fedor particular seu, que todos tinham repúdio, mas que duma forma estranha tornou-se a minha lembrança mais viva e doce. Como alguém poderia dizer que naqueles dias em que ninguém estava em casa, havia uma menina chorando no andar de cima olhando nos olhos da sua única testemunha, que buscava compreender o porquê de tudo aquilo. As lágrimas transbordavam em seu rosto e sem poder ver, lá estava o melhor amigo do homem fazendo companhia para a mais solitária do momento, de todas as garotas.
Durante o seu sofrimento, fiquei eu sem nada fazer, somente continuando a ser a mesma idiota de sempre. Palavras não vão amenizar tudo o que você deve ter sofrido. Apaguem as luzes, deixem as velas. Promessas não me fizeram melhorar. Desmanchem os sorrisos, liberem as lamúrias. E o que será que irá acontecer? Sumam as cores, deixem o preto e branco. Num lugar melhor espero lhe encontrar, quem sabe lá no fim do arco-íris possa eu te achar? Liberem a alegria, aproveitem este dia. Aprendi com você que sob tudo o que nos faz perecer, devemos apenas viver com um brilhar nos olhos buscando a esperança mútua e um sorriso iluminando a face, demonstrando que posteriormente nada se passará da mais boba diversão. Tragam-me o Sol, iluminem o meu íntimo paiol.
Muito tempo perdi somente observando no que tudo isso ia dar. Agora a tristeza me deixou a lição casual de cada erro. Hei de aproveitar o presente, guardar as lembranças em cada verso meu e algum dia contar aos meus filhos sobre aquela que foi a melhor amiga do homem, da família. Com você, tapas, guerras e discussões faziam do nosso cotidiano o cenário para as mais belas e loucas das diversões.

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Oi, novidade boa: recebi o meu primeiro selo (:


Regras:
1. Citar o blog de onde recebeste o selo.
Este selinho veio do sem penseira, enviado pelo Otávio.

2. Citar as coisas que mais gosta.
Amo acordar sob um sol maravilhoso, não permito-me ficar mais de um mês sem ler e assistir aos seriados legais. Gosto de nutrir o meu espírito com músicas, ficar junto àqueles que me fazem bem e escrever, desabafar por meio das letras.

3. Indicar 10 blogs para receber este selo.
Como sou novata aqui, a minha listinha será muito breve:
Poeta de um mundo caduco (Blog lindo!)
De Freud a fofoca
O que sobrou de mim

Just it :}

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É o meu jeito!
Comentários (6) // sábado, 20 de junho de 2009

Tem dias que sou assim, outros finjo ser uma estrela de Hollywood ou até Bollywood, procuro saídas para este sentimento infinito, finito amor. Se te incomoda, a porta está aberta. Tentei por muito tempo agradar-te e quer saber? Chegou a minha hora de viver, ser feliz e parar de sofrer. A trilha sonora da minha vida sou eu quem faz, não venha me ditar notas, me iludir com músicas e nem com cifras colocar limites para os pedaços do meu coração. A sua canção você tentou cantar para a pessoa errada, talvez seja por isso que muitos ficam perdidos nessa estrada. O nada me arrastou até aqui, esse vazio que em mim você deixou, transformou-me na máquina morta que você queria criar. Por favor, me ajude a falar. Querer calar os demais com o seu suposto autoritarismo, bem não há de lhe fazer. Você outorgou em meu coração a minha constituição, dilacerou o meu absolutismo e deixou-me nesse mar de solidão. Declaro guerra a você, cujo bem moral é desmoralizar e acabar com os vestígios de felicidade dos demais. No entanto, os nossos conflitos não se resolverão com armas em prontidão, sangue e lágrimas. O amor há de fazer a justiça e decidir à qual de ambos os lados terá a razão. Eu vou continuar vivendo e seguindo o norte, procurando a minha sorte.

Como eu havia prometido, em especial para a Érica e a Flávia.
PS: desculpe, mas acho que desaprendi a escrever. Nada sai como eu queria, nada.

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Inovação, sem nenhuma noção
Comentários (2) // sexta-feira, 19 de junho de 2009
As pessoas variam, as tecnologias se renovam e o mundo deste modo se transforma. Tudo novo, num recomeço reciclado. Eu temia pela minha mudança, mas os anos foram se passando e chegou-me a idade conhecida por suas inúmeras reviravoltas. Estava sólida e a minha vida completa. Decerto não precisava de mudanças. O destino causou um transtorno dentro do meu ser, quisera como nos últimos tempos levemente viver. Não sei se será só mais uma fase, entretanto torço ardentemente para isso. Já não sei controlar-me e nem recuperar o desempenho antigo. Sob as órbitas distantes encontro-me e não mais sinto o rodar do Sol ao meu redor, com o seu extremo calor confortador.
Fiz um poema desconexo há algum tempo e embora sem muito a ver, aqui está:

Universo seu, para este desatino meu

Este amor me trouxe até aqui
E agora não sei para onde ir.
Procuro saídas,
Busco por respostas,
Somente espero o Sol surgir.

Já está tarde
Nem sei o que farei.
Essa grandiloquência desvanecer-se-ia
A esse sentimento cruel que me despedacei.
Entre idas e vindas,
A esse amor me entreguei
E você, infelizmente eu amei.

Solitária encontro eu cá,
Dentre milhões está você lá.
As órbitas giraram
E em ti, lágrimas sob os meus olhos deixaram.

Espero ser forte
Saber-se-á se as borboletas irão me levar.
Fui forasteira
Virei prisioneira,
Deste cruel e frio
Coração vil.


Sob as profundezas dum longínquo oceano me encontro. Se você me achar, liberte-me de lá, pois à superfície eu devo voltar e enfim, oxigênio respirar.

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O cheiro da campina
Comentários (1) // quinta-feira, 18 de junho de 2009
Somente quem já morou no interior sabe o quão bom é poder ver as estrelas dançando no Céu a brilhar, a cumplicidade do povo a amar e as conversas de noite a desenrolar. Unicamente quem já respirou aquele ar agreste tem noção da sinceridade dos olhares e da pureza dos corações.
A melancolia chega como uma tempestade, quando me recordo de toda a alegria que lá se podia contemplar. Acredito que não existiam vizinhos e sim amigos reais, que faziam das horas as mais divertidas. Os segundos se passavam rapidamente sem a televisão, a monotonia se esvaia com as inúmeras brincadeiras de rua, a corrida de carrinhos de rolimã não tinha distinção de meninos e meninas, as ruas eram passivas, o povo era simples e escondia em si tamanha imensidão de sentimentos briosos, os rodeios eram a maior diversão, os animais que apareciam em pleno pátio da escola traziam consigo a felicidade das manhãs excêntricas e os cavalos que ainda pelas ruas andavam perpetravam o ar austero da população urbana. A simplicidade é que faz falta, a ausência fútil é o que mais comove, fazendo com que a saudade golpeie fortemente. Os sorrisos encarecidos ao flamejar com um abraço me matam aos poucos à medida que mais raros ficam. As cores vivas espalhadas pelo ar faziam o meu pai chamar-me para ver o arco-íris, e poder imaginar que no final havia um pote com os tesouros lindíssimos da Terra. Correndo para vê-lo eu ia e acreditava que com aquela magia na cobertura azul sublime, poderia mesmo haver a maior riqueza do mundo.
Restam as saudades do cheiro doce da campina, onde nada mais tinha importância a não ser o arco-celeste que surgia. Infelizmente até esse meu pedacinho especial foi hoje corrompido e não se encontra deste modo magnífico por mim descrito. No entanto, encontre o seu paraíso, pois o meu, foi aquele por mim vivido. Outros paraísos virão, mas em meu coração este terá um lugar essencial.

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Recomeço num falso sonho
Comentários (2) // quarta-feira, 17 de junho de 2009
Aos passos de uma bailarina foi do modo como eu fui seguindo. A cada tombo, as sapatilhas sob os meus pés doíam constantemente, mas de uma forma sublime eu erguia a cabeça e continuava acompanhando a coreografia, vivendo a magia que é seguir o inexplicável ritmo. Ora devagar, ora rápido, era normal se perder, dar voltas erradas e às vezes decepções sofrer. Entretanto, como uma bela dançarina, à dança novamente eu deveria voltar. O público, os meus passos deveria amar. Jamais a excelente bailarina poderia errar, seria um equívoco inexistente como a quimera em que não há sonhos e a primavera em que não há flores. O minha íntima e particular plateia somente se decepcionou, todo o dinheiro apostado perdeu-se, todas as risadas ensaiadas não puderam ser interpretadas pelos figurantes, os prêmios de vitória não saíram das inúmeras prateleiras, os sorrisos de recompensa nem sequer iniciaram a ser gesticulados, e a salva de palmas perdeu-se no meio da estrada onde já há a inexorável ausência de súbitos rastros meus. Eu queria fazer tudo sem poder realizar nada. Após inúmeras idas e vindas, encontros e desencontros, sorrisos e mares de lágrimas, tudo novamente decidi encarar. O que seria mais temeroso? A decepção ou o medo já cravado em meu coração?
Este último termo eu aprendi da pior forma que só causa impedimentos evasivos e acarreta coisas ruins. Se tentando fazer um gran plié perfeito pude no chão desmoronar-me, outrora já estava forte, qual seria o impedimento? Na ponta dos pés, senti o vento inspirar-se em minha face, o toque leve do liso chão sob a minha pele e os giros em torno do meu corpo faziam dos pensamentos um baú aberto para os sentimentos bons, a segurança em mim extravasava súbitas palmas vindas de fora. Fechava os olhos a fim de acreditar naquele sonho que estava a acontecer, contudo não conseguia ver. Não se passara de um sonho, era a mais bela de todas as minhas realidades, a mais incrível visão e a mais emocionante conspiração do meu próprio Universo escrito em singelos versos por Aquele que numa outra dimensão está. Os via em lágrimas sorrirem, o mais puro brilho olhar. De repente estava novamente a rodopiar, enxergava de relance uma multidão se erguer, sem saber como, consegui dar um súbito e entrondoso salto. Os meus medos eu estava enfrentando e com eles, barreiras superando.

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Vestígios de milhões de lágrimas
Comentários (1) // sábado, 13 de junho de 2009

Mulher que mata os seus três filhos aguardará julgamento hoje, Bush declara guerra contínua ao Iraque, assaltantes matam criança ao avançarem com o carro roubado dirigindo e a deixarem presa ao cinto de segurança pela porta de trás, homem estupra uma jovem de apenas 10 anos, um padrasto abusa da enteada de apenas 08 anos, um pai lança a filha após tortura-lá duma grade da sua residência a metros distantes do chão, uma criança morre enquanto você lê isto, um pastor rouba os seus fiéis, um padre fez abuso de freiras e crianças que frequentavam a sua paróquia residente, um namorado por ciúmes enlouquecedor matou a namorada, um governador ofendeu aquele que o elegeu, a professora humilhou o aluno de apenas seis anos frente à todos e depois o mandou ficar sozinho diante um corredor vazio, uma criança cresce agora em meio a drogas e desta forma pelas últimas se vicia, o político corrupto ROUBA o dinheiro daquele que nem comida tem para dar aos seus filhos, um casal que somente acampava foi morto sem motivo algum por um menor de idade que hoje está impune, estrangeiros vem ao Brasil guiados por cartões postais turísticos que retratam cenas de bunda por meio de biquínis “fio dental” e levados ao pensamento de que o nosso país é receptor de qualquer tipo de delito como a prostituição explícita com variabilidade vasta de idade, mães choram ao perderem seus filhos em corredores de hospitais, pais lacrimejam ao verem os seus filhos dizerem adeus entrando no indelével mundo das drogas e o homem pensou que atingiu a supremacia com o anseio de homogeneizar o próximo através de um critério insano que matou milhões. Sangue, sangue e mais sangue. AINDA NOS NOMEAMOS SERES RACIONAIS? EXPLIQUE-ME O PORQUÊ, TAL COISA NUNCA HEI DE ENTENDER. Tais fatos fizeram parte de manchetes de jornais atuais e antigos, mas de alguma forma tão importantes quanto a nossa existência. Durante nossas vidas, sabemos que o mundo pode nos fazer chorar, que muitas coisas irão fazer-nos sofrer e até conduzir à maus caminhos que muitas vezes necessitam ser desviados imediatamente. O ser humano veio ao mundo para lutar, o nosso dever é ao próximo respeitar e amar. O QUE FAZEMOS DE NOSSAS PRÓPRIAS VIDAS? Diga-me Senhor George W. Bush o motivo da mentira que inventou para invadir territórios do Oriente Médio e com isso destruir a vida de inocentes, AFINAL, VOCÊ SABE O QUE SIGNIFICA UMA VIDA? Explique-me Adolf Hitler como se sente agora depois de DESMANCHAR sorrisos de alegria, abraços de amor, famílias, crianças, bebês e tudo aquilo que JAMAIS você poderia realizar com o seu ESTÚPIDO (para não baixar o nível) anseio, porque eu e toda a população mundial temos motivos para xingar-te, afinal você não era neto de judeu? Senhores responsáveis pelas embarcações jogadas ao mar propositalmente que poderiam saciar a fome de milhares africanos, falem o motivo para a insensatez nomeada a favor da estabilidade econômica. Caros preconceituosos me digam o que vocês ganham maltratando aqueles que são minimamente distintos de suas “perfeições”. Querido aluno que pratica o bullying dê a SUA razão para fazer o seu colega de classe chorar. Onerosos agressores, por favor, descrevam como se sentem ao fazer uma senhora de 90 anos por batidas violentas morrer. Prezado indivíduo que está lendo, eu lhe peço com muito apelo que, por favor, diga-me que eu estou num pesadelo e que tudo isto não se passa nem da mais terrível mentira, fale a verdade, me conte que em nosso mundo há amor e não aquela palavra MUITO pronunciada que eu escuto diariamente em meus pesadelos, uma tal de violência. Estimado leitor, explique para esses alienígenas do meu sonho, que o nosso Planeta, é um lugar bom para se morar, que nada disso nunca aconteceu e nem está acontecendo. Eu poderia fazer como as duas últimas frases e tentar fechar os meus olhos vivendo numa falsa realidade, tampar os meus ouvidos e ouvir músicas alegres, entretanto NÃO dá. Eu preciso de você. Disseram-me para fazer a minha vida valer a pena, me sinto perdida, nem sei por onde começar. Porém me disseram também que um caminho nunca é longo demais quando se tem pessoas acompanhando, por favor, venha comigo. A minha incansável esperança me diz que isto pode dar certo. Mesmo quando tudo parece impossível, ela está lá. Quando guerras se formam, o verde resplandecente ainda habita por trás de meus olhos, quando indivíduos morrem o seu pigmento nem da mais insensatez se desmancha, ela se solidificou em meu coração e apesar de tudo, está me impulsionando para alguma diferença neste mundo fazer. Você está comigo?

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Milhões de contos de fadas...
Comentários (1) // sexta-feira, 12 de junho de 2009
...me fizeram assim.

Especial para você que como eu acenderá inúmeras velas durante o próximo feriado, ao lado de pessoas muito esnobes (não no sentido literal da palavra).

Crescemos iludidos por filmes utópicos e que fazem os nossos olhos brilhar insanamente, pois apresentam um final magnífico, residido no patamar surreal. Internamente os corações batem de modo acelerado, ao ver sempre a história emocionante transcorrer, nunca a heroína abandona o seu respectivo herói. O retrato final é inevitavelmente o selar das promessas e juras de amor. Passamos os anos a fio observando a Branca de Neve morrer ao comer uma maçã e renascer por meio do famoso toque mágico de seu príncipe, torcemos para que a Bela Adormecida seja acordada pelo pobre amado, vibramos pela ternura inocente da Bela e a Fera, e acompanhamos os passos de cada lágrima liberada ao vento. Desde pequeninos desenvolvemos em nossas mentes um baú de coisas mágicas, que esperamos ser concretizadas ao longo do tempo, no caminhar das nossas estradas. Só que às vezes esse trilhar se torna difícil e dentre as veredas nos perdemos sozinhos, sonhemos então. Dificilmente os suspiros podem ser retribuídos simultaneamente, resta-se a espera, imaginemos agora. Raramente se entrelaça no ar ângulos do voar, viajemos afora.
Entre inúmeras falsas silhuetas da realidade, contornamos minuciosos pontos de detalhes, com as nossas quimeras desenfreadas. Agradeço pela minha mãe sempre me avisar, que nem tudo o que se vê representa aquilo que se é, que nem tudo o que se ouve demonstra a veracidade das coisas e que as histórias podem mentir, a fim de pintar em nossos olhos uma morada longínqua. Rotineiramente determinados objetivos podem não sair como o esperado, mas quer saber? Ela me disse que a vida é assim, dentre idas e vindas, nós continuamos aqui, chorando e sorrindo num mar de mesmice, tolice e às vezes novidades cheias de amizades. Não é porque eu levei um fora que vou me atolar num rio de lama. Nem mesmo devido à um mísero namorado ficarei no fundo do poço, a me render e a me submeter em coisas dementes. A vida é bela e sempre foi, por isso, sorria. Dias capitalistas inundam os calendários mundiais, mas não serão por estes que deveremos nos atolar em chocolates e ter convulsões lacrimosas, ouvindo Simple Plan. Aproveite o feriadão, vista aquela cheguei e chocante, de cegar qualquer um, cante a sua música preferida e se der, chame a primeira pessoa que encontrar para ser a sua cobaia no passeio ao shopping ou outro lugar que goste. Boa sorte para você, porque hoje o dia promete.

Créditos: à Fernanda, a todos os pagadores de vela, àqueles que ouvem Simple Plan e não se emocionam e à você que está lendo neste dia frio.

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Lancem-me todas as cores
Comentários (0) // quinta-feira, 11 de junho de 2009

As imagens me abalam, salvam os meus dias, jogam para fora a minha tristeza e a substituem por alegria. Nada melhor do que revê-las. Todas juntas, num súbito milésimo de segundo do que se fora um momento. A ansiedade se esvai e a melancolia chega como uma nave que manda ao Céu milhões de partículas terrestres. Só que ela emana em mim, as memórias sem fim dos melhores momentos: vividos ou imaginários, divertidos ou entediantes, todavia com as melhores companhias. Pode estar chovendo lá fora, o tédio fazer eco aqui dentro e a minha enorme coleção de filmes não me animar nenhum pouco, porém, se por alguns instantes eu me recordar de toda a energia boa dessa imensidão dentro de mim, estarei feliz. Mesmo que por breves horas insignificantes perto dos 365 dias do ano, a caixinha reserva de felicidade será o estepe do carro para todas as tonalidades da minha aquarela e miscelânea de sentimentos, ainda incompletas pelos caminhos da vida que me restam a trilhar.

Fonte da foto: aqui.

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Just one more lesson
Comentários (1) // quarta-feira, 10 de junho de 2009
Chega a ser cansativo o número de vezes, se é que podem ser contadas, em que os nossos amigos nos empurram à procura do outro eu. Seja numa festa ou na própria escola, basta você proferir a frase reveladora: eu estou a fim dele (a), que os nossos imbatíveis fiéis companheiros entram em ação.
Para eles a sensação de prazer se concretiza com a situação cômica que em pouco tempo irá ocorrer. Empurrar você quando o ser que faz o seu coração acelerar descontroladoramente passa, é vista como a única oportunidade daquilo dar certo. Infelizmente às vezes não é bem assim e para pessoas totalmente desastradas como eu, uma cena típica de filmes clichês de comédia começa a sobrevir.
Os inúmeros micos que cometemos impulsionados pela agitação da turma aumentam drasticamente a súbita adrenalina e pressão, mas pelos amigos muitas coisas são relevadas. Esses momentos fizeram a minha concentração dizer adeus pulando pela janela mais próxima e o nervosismo bater à porta com um sutil oi. Não é preciso relatar os desastres ocorridos, até porque todos nós temos em abundante. Pisar no pé do casal mais popular da escola que estava se beijando é comum, obviamente. Entretanto, preciso falar que com certeza valeram à pena e apesar de ligeiramente vergonhosos, não sei o que seria do meu baú de retentivas sem os maiores micos que nos fazem rir assustadoramente depois, e nem do que aconteceria do tédio mortal dos encontros inesperados sem assuntos.

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Íntimo e incansável prazer
Comentários (2) // terça-feira, 9 de junho de 2009
Só se eu fosse totalmente hipócrita, admitiria que só as mulheres gostam de ir às compras. Desde que surgiu o capitalismo e o comércio, como consequência disso, os meros seres humanos esperam ansiosamente pelo lançamento daquela nova coleção que promete tornar-se comum nas vestimentas rotineiras e destacar-se no mercado da moda. Se você passa por aquele tormento que se chama shopping, o famoso aglomerado de lojas com milhões de pessoas que só andam em torno dele, sem dinheiro (não seria ruim ir lá se você o tivesse), saberia do que eu irei falar. Ver aquelas vitrines mega luxuosas e de borrar o rímel de qualquer indivíduo do sexo feminino é hiper triste, além de ser um golpe brutal contra o nosso querido e desgastado bolso.
Dizem que a crise econômica mundial afetou a maioria dos setores de todos os países, o que ninguém sabe é que essa crise já me afeta há muito tempo, desde que o governo só pensa em elevar cada vez mais as taxas de impostos e juros, como se isso não bastasse. Essa semana pude ver a comparação cotação dos produtos com e sem estas tarifas, realmente é algo espantador e de tirar a paciência de muitos monges. Assino a favor da legalização dos impostos para fins rentáveis e de bem para a população, boicoto sem pensar o dinheiro que acaba ilegalmente por encher os closets sofisticados dos deputados, membros do enorme esquema corrupto e de todos aqueles que se beneficiam às nossas custas. Porque afinal, quem nos dará de presente aquele acessório que vislumbramos e as roupas que irrefletidamente sonhamos? Os políticos não conhecem o lugar mais frequentado do momento: o melhor centro comercial, chamado “25 de Março”, com produtos diretamente importados mon amour, made in Japan/China/Coréia e Vietnã, onde você pode usar as não mais baratas sandálias havaianas e como brinde, pegar aquele bronze bacana.

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Once upon a time, the beginning of all
Comentários (2) // segunda-feira, 8 de junho de 2009
Desde pequena sempre soube que o sonho da avó era recitar, viver proferindo a poesia e ao público encantar. Ao entardecer esperava ansiosa pelo desempenho da melhor companheira de todos os tempos. Logo ouvia e via com extrema atenção: “Minha terra tem palmeiras, Onde canta o sabiá; As aves que aqui gorjeiam, Não gorjeiam como lá.” Em seu rosto, uma enorme interrogação surgia e assim as perguntas inundavam: - Vó, se a sua terra tem palmeiras a minha tem o que? - Paciente ela respondia que quem o escreveu morava longe e tinha saudades de onde vivia, um lugar de nome Brasil.
Os anos foram se passando e o alfabeto conheceu, inevitavelmente começou a rimar e a atrapalhar sempre as conversas dos adultos. "Professora, se c+d forma CD então, cadê você? Eu quero saber como faz o exercício 2-e." Outrora se achava o máximo dizendo aos meninos que a xingavam: b+a=BA, com mais BA e CA eu vejo você, um BABACA! As amigas riam e assim surgiam as reclamações para a mãe. Todos falavam para ela - a Gabriela, melhorar, mas quem disse que durante a infância podia os mais velhos entender aquilo que com palavras ninguém conseguia escrever? Era quase que obrigada a passar as tardes na biblioteca, o tédio mortal encoberto por aqueles inúmeros hieróglifos foi-se transformando em letras, milhões delas, que viraram frases, livros e aos poucos, incontáveis e inesquecíveis histórias, nem se sabe o quanto pois até hoje não se tem noção do tanto. O tempo foi transcorrendo e consigo demonstrando àquela garota a magia das palavras, o encanto da escrita. Pelo português se apaixonou, a literatura lhe dominou, a poesia fez soar sonora melodia em seus ouvidos e aqui hoje está, começando mais um dentre milhões de blogs a postar.

Créditos: à Deus, à sua mãe por ter ido naquela manhã dar-lhe a luz, ao seu pai por ensinar-lhe a viver, à avó por apresentar-lhe as mais lindas coisas da vida, ao PDRZ pelo layout, aos amigos por aguentarem-na e à você que está lendo.

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