O blog
Dizem que falar aos cotovelos é ruim. Dizem que expressar opinião é ótimo, em alguns casos. Unindo ambas as coisas essa pequena garota irá tentar defender as suas próprias opiniões rebeldes e muitas vezes sem causa, de coisas cotidianas, valhas ou às vezes inúteis; passando o tempo aqui, vendo as horas voarem e digitando descontroladoramente palavras aleatórias, porque isso sim é de sua estranha natureza.

Quem
Gabriela Andrade, uma senhorita com 23 anos vividos de misturas sentimentais, questões polêmicas, questionamentos insanos e utópicos sobre o mundo, englobados em torno de muitas confusões. Anseia por um futuro melhor, mas se saberá o que será do temido e exasperado amanhã?

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360º Corriqueiros,
Comentários (12) // sábado, 29 de agosto de 2009
Porque viver no século XXI, requer habilidades além de super poderes e aquém de ficar estagnado.

Introdução

Ela acorda atacada. Pega o relógio-despertador, o arremessa pela porta. Já são seis horas da manhã, droga. Novamente atrasada, hábito. Veste-se às pressas, deixa vestígios do que se fora um creme dental utilizado em sua escova. Sai com a chave da casa nas mãos e os sapatos desarrumados. A porta ficou aberta, um alarme favorável para os ladrões da vizinhança. Entra no táxi, não percebera, mas a sua blusa de alcinha lilás não combinava com um sutiã visivelmente à amostra, quando se tratava de uma reunião com todos da direção. O mexicano típico era o motorista do táxi, com um sotaque ligeiramente forte tentou fazer uma cantada horrível. Como se tudo não bastasse, o dia ia se encarregando de piorar a sua situação. Finalmente aquele carro antigo emissor campeão de poluição do trânsito chegara ao seu destino. Vestira o casaco e correra pelo campus, não conseguira escapar da bendita garoa que era emanada do Céu na pior de todas as horas. Cabelo assombrador, rímel borrado e roupa nojenta. Chegara como uma moribunda na recepção. - Por favor, o vigésimo andar - disse impaciente. O acessorista começou a rir, e ela que não tinha realmente a noção do quanto antissocial se encontrara, apenas o ignorou e disse obrigada. O fim chegara e fechando os olhos bateu duas vezes na suprema sala. A secretária tentara impedi-la de entrar, mas quem disse que sempre seremos aliados do destino? Como ninguém a abria, as esperanças lhe diziam sobre a possibilidade de não ter ainda começado. Resolveu pensar de forma positiva, colocando em prática todas as baboseiras que aprendera nos filmes para ter uma vida melhor. Por impulso decidiu abrir, mas como estava emperrada a fechadura, forçou-a. Um desastre aconteceu, caiu de súbito ao chão e infelizmente, a assembléia já havia começado.

. Continua.

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O instante
Comentários (6) // quarta-feira, 26 de agosto de 2009

A mandado do coração resolvi ficar e acreditar. Sentei naquele quintal encoberto por flores e cheiro de primavera. Pensei inúmeras vezes em sair correndo e dizer-lhe adeus, não era tarde demais com estrelas ao céu e nem tão cedo a ponto da aurora reinar sob os nossos olhos. Era simplesmente o momento certo. Você mentiu inúmeras vezes, só que em ti depositei retalhos de lealdade. Fez-me dizer para as borboletas que a minha alegria caminhava com o seu sorriso e a solidão com a sua ausência. Junto com o arco-íris apareceste, só que diferentemente deste, deixaste as suas cores em casa. Pegaste friamente a minha mão e me olhara com devoção sem motivos. Tentei escapar, mas os poetas em mim diziam que a hora ainda era aquela, prendiam-me mais fortemente que versos numa estrofe só. Novamente procurei fugir, só que os seus lábios recostaram-se bruscamente nos meus. O fim de tarde pareceu noite e o outono, outra estação chegando. O vendaval de folhas amarelas ao vento dançou, e fez-nos ser protagonistas da valsa tocada vividamente pelos pássaros afora. Os seus braços traziam calor à parte mais fria da Oceania, porém eu preferiria o gelo da Antártica para não derreter em falas suas. Não haviam saídas, brigas ou discussões tormentosas, agora o mar de estrelas nos encobrira e consigo o amor trouxera.


PS: desculpas, sei que o texto está ruim e sem sentido.

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Recebi um selinho da Lisllie. Obrigada.



Acompanhando os passinhos
Dizer oito caraterísticas suas.
Pertencente ao signo de touro, crédula inevitavelmente naquilo que confia, por vezes atrapalhada e outrora alegre sem pensar, paciente com fatos estrondosos, um pouco perfeccionista, séria e descontraída.
Passo para: a Soph, a Cary e a Renata

Just it.

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Sinal de vida
Comentários (9) // domingo, 23 de agosto de 2009
Recebi este selo lindíssimo da garota das palavras. Obrigada, Mari.



Como anuncia o ritual:
linkar quem te indicou, postar o selinho, passá-lo para 05 amigas(os), avisá-las(os) e responder as seguintes perguntas:

1. Mania: ter uma deixa para quase tudo.
2. Pecado capital: às vezes, uma pitada de preguiça.
3. Melhor cheiro do mundo: é aquele aroma de quando chove perto das árvores com o sol raiando e a primavera chegando.
4. Se dinheiro não fosse problema, eu faria: construiria orfanatos e trabalharia como voluntária, viajaria para os lugares onde há fome e encheria aviões com alimentos, conscientizaria a população com o que aprendi durante a vida e escalaria o Everest, no topo do mundo sentaria e então, ouviria a voz do meu coração.
5. Casos de infância: no auge dos meus cinco ou quatro anos, tentei fugir de casa com a fortuna de um real, uma banana, a minha mochilinha preferida e o móvel mais importante do mundo, a minha enorme bicicleta. Desci algumas ruas, em seguida cheguei a uma ladeira deserta e com árvores ao redor, de repente vi um homem muito estranho, deveria ser um andarilho ou outra coisa, ele me olhou dum jeito tão forasteiro que fiquei assustada e guardei a minha riqueza com medo de ser roubada, pois aquela cédula era algo valioso. Olhei intimidando-o e foi então que descobri como eu amava os meus pais e queria tê-los por perto. Pedalei o mais rápido que pude e cheguei em casa. Quase ninguém sentiu a minha falta, só que como nunca eu senti a de todos.
Já me perdi no Castelo Rá-Tim-Bum, roubei limão do vizinho das minhas primas e sai correndo por causa dos cachorros, pintei as unhas do menino - que duvidou - de branquinho, vesti as roupas da minha avó e corri até a campainha imitando gente grande, dancei vergonhosamente Sandy&Júnior, imitei as chiquititas e fiz a minha mãe passar muita vergonha com a sinceridade pueril.
6. Habilidade como dona de casa: organização.
7. O que eu não gosto de fazer em casa: nada.
8. Frase de hoje: “Os obstáculos existem por algum motivo. Não estão ali para nos impedir de entrar. Eles existem para nos dar uma chance de mostrarmos a força de nossas aspirações."
9. Passeio para o corpo: dormir.
10. Passeio para a alma: amar.
11. O que me irrita: aulas de sábado (oi, gripe suína); brigas; pessoas nervosas e falta de educação.
12. Frase e/ou palavra que fala muito: depende do momento.
13. Desce do salto e sobe o morro quando: tento me controlar.
14. Talento oculto: não que seja talento ou algo afim, mas antes eu escrevia inúmeros textos e os escondia com vergonha, agora isso está passando e aqui é a prova concreta. Desde criança eu canto escondida de todos, não consigo sob os olhos e ouvidos de ninguém, não é dom mas foi a única coisa oculta que encontrei.
15. Não importa que seja moda, não usaria nem no meu enterro: Peças vulgares.
16. Queria ter nascido sabendo: se eu nascesse sabendo algo, não haveria graça em aprendê-lo posteriormente.

Passo para: Behind the eyes, a Lisllie, a Mariane F., a Érica e a Káh.


Just it.

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Águas purificadoras
Comentários (9) // domingo, 16 de agosto de 2009

Hei de fazer as selvas sobrevoarem junto aos pássaros e correr pelo infinito dos sonhos. Fonte insubstituível de alegria que apresenta calmaria à mais profunda cólera, Tu és assim para mim. Se palavras não podem expressar o que eu sinto, dou-Lhe aquelas poucas e pequeninas que resgatei das profundezas do meu coração. Fluídos chuvosos trazem-me o sinal de que Estás presente e com eles ouço a Sua voz, a inesquecível sublimidade surreal, a qual faz memórias chorar, caso forem lembradas. O anseio de dimanar entre os seus oceanos deixa-me impotente como matéria, mas perpetra crescimento em minhas veias humanas. Conduzo inevitavelmente o olhar para os rios tristes com fome e angústia, encontro então, lágrimas e não sorrisos. Coloco as minhas feridas no bolso e as travo por sete chaves, sigo em frente e tento pintar felicidade naquelas faces sangradas pela ausência de amor. Sei que ainda existe uma solução, há águas que sanam peles esfoladas, querer-se-ía uma fonte inesgotável a todos nós ou somente um pingo para cada alma. Há razões maiores para que cada ato se eternize em gentileza, farei risos de ternura transformarem-se em alimentos aos que sentem dor. Se não sabes como, diga-me as suas dúvidas, pois o tempo passa e nessa linha desenfreada, não podemos nos desequilibrar. Deixaremos os acertos futuros substituírem os erros passados? Começarei uma nova jornada, dentre os caminhos de uma multidão humana. Não quero encontrar mapas perdidos para somente um lugar - o coração do mundo. Preciso de muitos exploradores, então prepare a bússola e os equipamentos, estarei no pôr-do-sol do vale das lágrimas.

Créditos: ao título, pois é também o de uma música. ¬¬

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Sonhados almejos
Comentários (9) // quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Eu queria ficar sozinha e conversar com os meus próprios pensamentos. Eu queria não ter você invadindo os meus devaneios, como tsunamis arrombando cidades. Eu queria poder conseguir viver num mundo sem você. Eu queria que o tempo voltasse e eu me desviasse de ti. Eu queria que a flecha do amor não me atingisse. Eu queria fechar os olhos e encontrar-te. Eu queria não ser uma contradição. Eu queria para sempre estar em seu coração. Eu queria sentir-te ao meu lado, sorrindo como sempre. Eu queria ser atraente para você e não por outra gente. Eu queria ser uma hipérbole radioativa, assim não chegarias perto de mim. Eu queria que aquela história que se começou permanecesse no início e evitasse o fim. Eu queria dar-te as mãos e apagar-me num profundo sonho. Eu queria não pronunciar o seu nome infinitas vezes mais. Eu queria esquecer-te e jamais lembrar. Eu queria guardar-te em mim e jamais perder. Eu queria reluzir na luz do seu próprio ser. Eu queria, apenas queria que nada disso fosse verdade.

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Dia dos...
Comentários (3) // segunda-feira, 10 de agosto de 2009
de quê mesmo? Dos pais, das mães, das crianças, do amigo, do papagaio da vizinha do fundo e assim vai.

As pessoas dão demasiado valor para os dias comemorativos e muito provavelmente esbanjam afeto apenas nessas 24 horas, esquece-se a importância das outras estações. Há tempo para ser querido e fazer-se merecer disto, para demonstrar carinho e ser paternal. Não são presentes e merecida compaixão dados e lembrados numa única data, que calarão os erros e desobediências. Não representarão aqueles, o amor e gratidão, por servidão fiel e digna de um respeitável honrado pai.
O comércio nos ilude juntamente com a mais forjada mentira sentimental, a fim de lucrar. A mídia nos corrompe aliada à falsa comoção propagandística, com a intenção de criar em nossos subconscientes uma morada segura de enganação mútua.


Quando criança eu ficava paralisada com os poderes supremos que os heróis de ficção possuíam. Eram bem mais que magia. Estes iludiam milhões de mentes pueris e nessa utopia sem fim, embarcávamos juntos para a Terra do Nunca da Fantasia, um novo mundo de encantos e deslumbramentos então surgia, e nas quimeras das primaveras imaginativas aventurávamos por horas incontáveis. Só que nesse lugar surreal não havia o mais inusitado e incrível herói, o meu pai. Apesar de não possuir o emblema S e não voar, unicamente ele criava mil formas diferentes para contar uma singular história e me fazia viajar mais alto que as espaçonaves pelo Universo. Ensinaste-me que o bicho papão pode tornar-se real e que a visita da fada madrinha depende das nossas ações. Aprendi com o meu modelo de vida, os primeiros algarismos para colorir as infinitas tabuadas e entre números sem fim, a fazer contas desenfreadas.
Já fui um quadro de retalhos, uma boneca de pano com rasgões e costuras, uma Barbie antiga, uma garota aprendendo a viver dentre erros e acertos, uma inconstância de menina, uma professora dos que tinham dúvidas, uma aluna aplicada no conteúdo vitalício, uma pianista aprendiz, uma sonhadora, uma aventureira, uma navegante de utopias, uma remadora e a sinceridade absoluta em pessoa, mas definitivamente nada seria sem aquele que me levantou quando eu cismava em cair e me levou ao dentista dessesperadamente. Deveras, amo-te muito pai.

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Correr ao norte
Comentários (3) // sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Aos poucos os dedos ficam cansados de tanto movimentarem-se. O corriqueiro cotidiano ganha luzes quando a massa cinzenta do cérebro resolve entrar em ação. Todavia, este movimento não possui igualmente graça, pois a rotina tornou-se mesmice na mais insensata de todas as porções e até emoções. Aos poucos ver os passos errados aborrece o Sistema Nervoso, mas só não causa hematomas e danos inapagáveis, pois este possui seguro alto de vida. A única solução é esquecer-se de si e ir em frente, deixando para trás as indeléveis marcas angustiantes do que se poderia fazer enquanto esteve no nada. A placa mãe deve anunciar um alerta geral para o computador de nossas mentes, um aviso alarmante dizendo que o tempo voa e a hora é agora. “O amanhã pode levar à Terra do Nunca” e a fim de não ficar estagnado, é necessário enxergar o sonho sendo concretizado e não restringir o campo de visão para as dificuldades do caminho ou aos vírus que o sistema imunológico baixo se submete a ter. Ninguém disse que seria fácil, porém há vilões esperando o desânimo alheio para ocupar os lugares especiais. Corra, porque o relógio bate pausadamente e numa dessas pausas, o seu pode parar. Faça a criatividade colorir a monotonia sem graça do andar da sua vida e reinvente como aprender o abecedário usual...



Fonte da foto: aqui

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Palcos de vida
Comentários (2) // quinta-feira, 6 de agosto de 2009

A cortina se fecha, o espetáculo acaba e a magia no ar continua. Os atores se despedem da plateia, mas o público não lhes dá o adeus. As melhores cenas ainda permanecem em suas mentes, rodopiando juntamente com o turbilhão de pensamentos e memórias que lhes foram recapituladas. Para os apreciadores destacados, o olhar da mocinha e a fala do herói ainda remexem em passos acelerados, vasculhando um entendimento maior daquilo que fora visto. Há os que tentam se encaixar no protagonista, mesclando com os seus heróis, falas de amor e paixão ou guerras e lutas, de pura imaginação. A sonoridade das altas risadas fora jogada ao vento, mas dentro dos carros passantes ainda ouvem-se comentários empolgantes e vozes desesperadamente altas para serem escutadas. Há sono, confusão e alegria. Também silêncio, tristeza e magia. Não são o apagar das luzes que contribuem para o mistério e nem o preço da peça que atrai as multidões. O que os tornam únicos são os sorrisos esplêndidos ausentes no roteiro e os discursos inesperados que fazem acordar aquele que se embala no mais profundo sono. O teatro é o retrato da realidade, um quadro abstrato que faz-nos submergir, acreditando ser ele um mundo inexplorado, encoberto de aventuras e desventuras.

Créditos: para a Ana, pela ajuda com o título.

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Palpites
Comentários (3) // segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Deixe que o sol invada a sua alma e o inverno traga alento à calma. Consinta que os dias tempestuosos passem com alegria, pois são os raios ensurdecedores que nos trazem calmaria. Aventure-se nas páginas do livro da vida e não perca os capítulos de emoções e adrenalina. Liberte-se da mesmice e fuja da idiotice, viver de besteiras é a pior de todas as brincadeiras. Digite as palavras do seu próprio dicionário e não admita que o seu vocabulário seja um ser otário. Soletre os seus desejos para as pessoas certas e nos momentos convenientes. Crie personagens diferentes que no fundo permaneçam iguais. Guarde as imagens boas no próprio baú precioso do coração e transporte as ruins para o intestino ou as deixe caminhar em vão. Ilumine a aquarela colorida da sua criatividade e faça amigos de verdade. Esqueça o cotidiano e lembre-se dos 365 dias do ano. Amanhã pode ser enevoado ou até chover, regue as suas flores e plantações, a fim de ter o que colher. Agradecer é sinônimo de felicidade e não imoralidade. Abusos, exageros e vícios nos prendem às manias desregradas que por ausência preventiva tornam-nos cativos fiéis e quiçá eternos. É preciso saber existir, mesmo com avanços e retardos numa única estrada com infinitas vias, englobando o livre-arbítrio, arrependimentos e contentamentos. Faça valer a pena acreditando que a rodovia será pequena, todavia com grandes e difíceis desafios. O pior cego é aquele que não vê e o pior ser é aquele que descrê achando que nunca irá ver ou testemunhar algo inacreditável, cujos olhos e sentidos humanos são incapazes de merecer.

Fonte da foto: aqui

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