O blog
Dizem que falar aos cotovelos é ruim. Dizem que expressar opinião é ótimo, em alguns casos. Unindo ambas as coisas essa pequena garota irá tentar defender as suas próprias opiniões rebeldes e muitas vezes sem causa, de coisas cotidianas, valhas ou às vezes inúteis; passando o tempo aqui, vendo as horas voarem e digitando descontroladoramente palavras aleatórias, porque isso sim é de sua estranha natureza.

Quem
Gabriela Andrade, uma senhorita com 23 anos vividos de misturas sentimentais, questões polêmicas, questionamentos insanos e utópicos sobre o mundo, englobados em torno de muitas confusões. Anseia por um futuro melhor, mas se saberá o que será do temido e exasperado amanhã?

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Da poesia
Comentários (3) // segunda-feira, 30 de novembro de 2009

"CONSOLO NA PRAIA

Vamos, não chores...
A infância está perdida.
A mocidade está perdida.
Mas a vida não se perdeu.
O primeiro amor passou.
O segundo amor passou.
O terceiro amor passou.
Mas o coração continua.
Perdeste o melhor amigo.
Não tentaste qualquer viagem.
Não possuis casa, navio, terra.
Mas tens um cão.
Algumas palavras duras,
em voz mansa, te golpearam.
Nunca, nunca cicatrizam.
Mas, e o 'humour'?
A injustiça não se resolve.
À sombra do mundo errado
murmuraste um protesto tímido.
Mas virão outros.
Tudo somado, devias
precipitar-te, de vez, nas águas.
Estás nu na areia, no vento...
Dorme, meu filho."

Carlos Drummond de Andrade

Outras linhas: eu nunca fiz um post aqui, que fosse inteiro de outra autoria, a não ser com citações. Achei esse poema tão condizente com tudo e nada, que resolvi postá-lo. Beijos a todos que perderam o tempo nesses fragmentos e desculpe a falta de atenção total, mesmo e mesmo.
PS: e onde fica o que eu havia dito no texto abaixo? Xi.

Fonte da foto: aqui

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Segundos vitalícios
Comentários (14) // domingo, 8 de novembro de 2009

Ao piscar os olhos vejo muralhas sendo destruídas, risos de blasfêmias e lágrimas no deleite da alma. Ao entreabrir as pálpebras encontro lamúrias atingindo os muros de lamentação e as guerras de palavras sendo proferidas. Previamente liberadas, elas saem como o fogo fulgente das chamas e ferem àqueles inocentes. Ora os machucam fortemente.
É necessário respingar gotas de analgésicos profundos, a fim de curar este mal do século. Se a língua é o chicote da alma, amarre-a por sete chaves e somente a liberte depois de muito pensar, tendo exatamente a verdade em sua próxima fala.
Dizem que a mentira é mais fácil do que confessar os gritos que berram sentenças dentro de si, contudo ainda diz o ditado que quem ri por último, ri melhor. A calúnia gargalhará da sua fronte quando lhe vir o desespero cingindo os cílios e amedrontando-lhe o coração. A pureza pode não lhe mostrar ofertas tentadoras e nem saídas de escape facilitadoras, mas com certeza, os juros acumulados em seu cartão de débito serão bem menores no final das contas.
Assim, corra atrás dos pássaros internos e tente voar pelos lugares belos do ato sem temor e da palavra com amor, sem presenciar aquelas conhecidas lutas de dor.

Pense: ser sincero é algo, ofender os demais com veracidade venenosa é machucar mesmo que involuntariamente, um coração de remendos aparentemente forte.

Entrelinhas: há muito tempo que não venho aqui! E certamente você está cansado de ouvir falar em tanto blábláblá meu repetitivo, então, as próximas postagens serão sem palavras difíceis e com humor comediante, assim pretendo. Espero que gostem e até amanhã!
Agradecimentos: para a fofíssima da Ericona, que me fez pintar um sorriso enorme no rosto.

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