O blog
Dizem que falar aos cotovelos é ruim. Dizem que expressar opinião é ótimo, em alguns casos. Unindo ambas as coisas essa pequena garota irá tentar defender as suas próprias opiniões rebeldes e muitas vezes sem causa, de coisas cotidianas, valhas ou às vezes inúteis; passando o tempo aqui, vendo as horas voarem e digitando descontroladoramente palavras aleatórias, porque isso sim é de sua estranha natureza.

Quem
Gabriela Andrade, uma senhorita com 23 anos vividos de misturas sentimentais, questões polêmicas, questionamentos insanos e utópicos sobre o mundo, englobados em torno de muitas confusões. Anseia por um futuro melhor, mas se saberá o que será do temido e exasperado amanhã?

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Merry Christmas
Comentários (3) // quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Nunca pedira, de fato, algo para você. Entretanto hoje lhe peço que, por favor, sorria agora ou pense estar sorrindo.
Natal para mim. Natal para você. Quiçá Natal para nós e àqueles que nos rodeiam. Todavia o ciclo que imaginamos ser um Natal torna-se restrito à minoria mundial.
Costuma-se notar a chegada do final de ano, devido à decoração apressada e ansiada das lojas por todo o planeta. E já ao jornal, saem as estatísticas dos ganhos e perspectivas de lucros maiores em relação ao ano passado, antepassado e assim em sequência. Dinheiro, moedas suadas, notas contadas. Em minutos, nada se passa mais do que isso: peru ou outro prato na mesa, sorrisos com os presentes que foram ganhos e à meia-noite, a ceia. Contudo, onde ficam as histórias da origem daquela data?
As crianças esperam o papai Noel, sem ao menos conhecer Aquele que lhes deu o motivo para tal comemoração. Tem-se em vista que até os ateus comemoram tal período festivo. Utópico?
Natal para mim é amor. E não chamo isso o ato secretado dum beijo ou o fato de o coração acelerar à aproximação de algum outro ser. Não denomino de amor a dor, a felicidade, ou o sofrimento em pesar do espírito. Tal sentimento vem da essência de sermos humanos, de formarmos uma nação, de sermos ao fundo - a longínqua união. Então, façamos um Natal para todos nós. Quebremos as ilusórias barreiras; senão hoje, em algum dia que sentirmos vontade. Só cuidado para que este dia não seja muito tardio.

Fonte da foto: aqui
Entrelinhas: postagem atrasada devido ao erro do blogspot ou algo afim. ):

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C'est la vie
Comentários (10) // domingo, 20 de dezembro de 2009

Renascer num pôr-do-sol e reviver aquela tarde, a que você me amou...
Lembro-me de ter corrido por todos os cantos em que as nossas fragrâncias se alojaram. Todavia já era tarde. Os ladrões levaram com eles as lembranças indeléveis, e o tempo fez-nos indigentes frente àquilo. Percorri durante horas, vasculhando as minúcias que nos disseram o adeus. Só que as encontrei vivamente materializadas; e diante dali notei, levaram-me uma coisa: o amor. O meu amor. O que me fora plantado naturalmente, aos poucos, sem pretensão ou vivaz ardor. Aquele que reguei com temor, que dormindo sonhava e acordada, convencia-me de se tratar da realidade mais sublime e doce que pudera ter.
Sorríamos e divertíamo-nos. Beijávamo-nos levemente e os nossos olhares percorriam, acoplado ao medo, o redor. Sonhávamos e adentrávamos no patamar das utopias.
Dizia-me que eu era a sua doce utopia, o sonho mais secreto, a rosa proibida. E ríamos disso, como se costumava fazer nos domingos celestes ao circo. Chamava-te de cravo fugitivo, Romeu adormecido e príncipe dos meus mares. O que fosse brega perdia-se aos sabores das vertigens. E já esquecíamos o bater do relógio.
Entretanto, fora calidamente que o meu resolvera despertar-se e abrir sua janela unicolor. Colocara-me fronte a algo indubitável, que nunca pretendia que de minha vida fosse retirado. As veredas levaram-no, com a rispidez do amargo e a violência do âmago machucado.
Ele se levou. O sentimento se apagara. E nem sequer uma mísera denúncia pude fazer. Restaram-se as chamas já cinzentas daquele viver. Restou-me o reviver de tudo. Restou somente a força e a coragem para seguir em frente.
Restou-me a ilusão de um sorrir, ou o pensamento de estar sorrindo.

Entrelinhas: o uso exagerado das palavras repetidas foi inevitável, para mim.

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Da acepção
Comentários (5) // sábado, 12 de dezembro de 2009

Os aromas compõem o guardar da infância, e foi assim que a garota das roupas roxas preservou a sua fase de pureza...

Com o passar do tempo os fatos evidenciaram-na que tudo o que se aprende na escola é abstrato, pois nunca entenderia o que simboliza um átomo sem antes lutar com as opiniões alheias, dizendo que essas partículas enfrentaram guerras de espaço e, não podendo ocupar o pretendido resolveram se separar e ficar pequeninas, do tamanho em que ninguém as vê. Desde então, segundo a curiosa menina, elas são livres para estar em todo cantinho, circulando em incontáveis pelo seu corpo e em todos os ambientes.
Lembra-se de questionar por horas o próprio entendimento, porque não lhe cabia ao cérebro o fato de que um “ser racional” utilizou o estado abalado do país que não lhe era de origem, para implantar nos cidadãos o anseio demente de criar uma “raça” universal, composta por indivíduos falsamente superiores. Entretanto, a utopia jazia por ser o alucinado ditador, descendente de judeus.
Neurônios queimaram-se e mesmo em séculos pensantes, restar-lhe-ia somente indignação feroz. Por guerras os seus estudos passam e a certeza berra em sentenças, o homem é um louco por independência e suprema soberania, onde em seu futuro somente enxerga mísera materialidade, ausente da real verdade.
Por passageiras auroras o impulso de abraçar alguém cujo amor inexiste, irrompe as barreiras da timidez e concretiza a carência dum desconhecido. A história lhe ensinou que ainda somos uma colônia, cuja metrópole são os países desenvolvidos de olhos gananciosos e esperteza assustadora. Guarda em si, a ideia de que se for preciso ir até a Amazônia para protegê-la contra os aliados do tio Sam, irá correndo e ainda acampará numa árvore gigante, para não arrancarem-lhe o substrato. Fato que nem índios ou estúpidos americanos bobos impedi-la-ão.
As experiências de sua vida mostraram-na que por um sotaque estrangeiro houve o encantamento duma população inocente, culminando em mortes horríveis. Tragédias e solidão, simplesmente isto compondo a extrema sofreguidão relatada brandamente em infindas páginas de papel concreto.
Mas ela ainda sabia que as lágrimas volumosas despejadas na bacia do Universo humano, de uma singela estudante, não cessariam os conflitos que ainda porventura chocam os olhos com armas de devassidão. Pudera fortemente o sentimento de um pingo, tocar num vil coração. Fazia-se mar de estrelas dentre as batidas do seu coração e aflorava-lhe o impulso de viver por alguma nação.

Continuou andando em passos leves pela calçada da sua rua preferida e pensando na prova que teria amanhã, história contemporânea.


Entrelinhas: ela não pretende em vida, conhecer o que simboliza a insana hipocrisia. Desculpe, política.

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Desmembramentos
Comentários (7) // segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

De passagens compõe-se o onírico da alma
Das tortuosidades faz-se a vida,
Com o nervosismo descobre-se a calma
E esperar-nos-á que o amor prevaleça ao todo dia.

Traz-me ao sorriso teu, alegria
Faz-se da noite inquieta, calmaria
E alenta-nos com o sol ao norte,
O azar reverberando a indefinível sorte.

Se fôssemos poemas...
Paráfrases seríamos de confusos autores.
Embora que ainda dilemas,
Traduzir-lhes-íamos apenas os profundos temores.

Infindos sentimentos são assolados
Aos que da seiva bruta retiram a sua essência,
Do que é viver sonhando ao tempo compassado,
A sublimação renascida da adolescência.

Crescer é desenvolver-se
Amar é poder
Evoluir é fortificar-se.
Entretanto o meu viver
Não faria acepção alguma,
Ausente a solidão que me deixaria você,
Sem trazer a luz de um novo amanhecer.

Entrelinhas: o mar não está para peixe e sim, para poesia naufragada. :T
Fonte da foto: aqui

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