O blog
Dizem que falar aos cotovelos é ruim. Dizem que expressar opinião é ótimo, em alguns casos. Unindo ambas as coisas essa pequena garota irá tentar defender as suas próprias opiniões rebeldes e muitas vezes sem causa, de coisas cotidianas, valhas ou às vezes inúteis; passando o tempo aqui, vendo as horas voarem e digitando descontroladoramente palavras aleatórias, porque isso sim é de sua estranha natureza.

Quem
Gabriela Andrade, uma senhorita com 23 anos vividos de misturas sentimentais, questões polêmicas, questionamentos insanos e utópicos sobre o mundo, englobados em torno de muitas confusões. Anseia por um futuro melhor, mas se saberá o que será do temido e exasperado amanhã?

Arquivo
06.09 / 07.09 / 08.09 / 09.09 / 10.09 / 11.09 / 12.09 / 01.10 / 02.10 / 03.10 / 04.10 / 08.10 / 09.10 / 10.10 / 11.10 / 12.10 / 01.11 / 02.11 / 03.11 / 04.11 / 05.11 / 07.11 / 08.11 / 09.11 / 01.12 / 02.12 / 03.12 / 04.12 / 07.12 / 09.12 / 03.13 / 07.13 / 11.13 / 01.14 / 01.15 / 02.15 / 03.15 / 07.15 / 01.17 /


Daquilo que aperta
Comentários (5) // quarta-feira, 27 de outubro de 2010

E, novamente estou aqui... com um punhado de lágrimas no bolso e o coração pingando entre os meus dedos. Toda doçura que esse amor poderia ter converteu-se em veneno ao meu viver. Não que eu simplesmente o quisesse ter, foi mais forte do que eu - confesso. Aliás, inevitável. Entrego a culpa ao meu cupido, que inimigo de mim se faz e pinta-me sentimentos egoístas: que só em mim querem existir. Quase toda a vida fora assim. Mas agora sinto medo, pois o meu “S” parece ter perdido o seu “2” e a minha panela, ficado sem tampa.
As esperanças ainda me rondam, sim. Disseram-me que o tarde demais e o nunca são iguais – só existem nos pensamentos cinzas de cada ser. Só que esse coração aperta muito e já não raciocina isso... é que ficou tarde demais para retomar a amizade, tarde demais para sorrir e, o nunca se aproxima quando o ignorar paira sobre nós. E é recíproco, pois o meu amor faz-se de tímido e desconhecido perante a outrem.
Por enquanto, seguirei caminhando e regando (deixando molhar o solo com os punhados de água que carrego nos bolsos), as flores do jardim da vida.




P.S.: perdi a fonte da imagem. Se alguém souber, por favor, avise-me. (:

Marcadores: , ,


De uma noite
Comentários (10) // domingo, 17 de outubro de 2010

São três horas da manhã e aqui há tormenta – restos de chuva que deixaste em mim. O sono veio e se foi marejado de pensamentos vindos de portos distantes, mas perto de ti. O silêncio é a minha voz e o arrependimento, meu trauma.
Eu poderia fazer como Clarice Lispector e gritar a minha consciência, liberar um pouco de choro com letras:
------- Cadê você? Meu coração procura-te no deserto, antiga cachoeira que secaste...
Todavia, aumentaria a sofreguidão. Prefiro apagar rastros de palavras tortas com uma borracha velha e olhar as estrelas, talvez mergulhar no azul infinito e de tudo esquecer. Ah, citei “estrelas”? Tolice minha. Eis que novamente aparecem-me as cincos pontas e, de repente, não mais que de repente, as cinco letras que detêm o teu nome. Por que é impossível apagar-te? Seria simples deletar-te de redes sociais e afins, mas arrancar algo e alguém cravado no âmago? Não, não é tão fácil assim.
O problema é que me vejo tropeçar nas palavras e gestos e jeito quando perto estás. O problema é que terei prova amanhã e você rompe os limites do adequado e faz-me como boba ficar. O problema é ter que esperar mais sete dias para ver-te. O problema é você me fazer chorar e sorrir e secar. O problema é você achar que sou flor sem ciclo – quando longe estás, eu morro. O problema é... é... é... Nem sei mais qual é, lembrei-me do teu sorriso agora e como numa epifania – de tudo esqueci, cresci, iluminada estou.

E sonhos invadiram a garota que a cada novo amor, como se primeiro fosse vivia. Ela disse como quase num lapso: “Boa noite, os olhos já fecham e estrelas pedem para serem vistas. Até amanhã, quer dizer, hoje.”
Bocejou.


Fonte da imagem: aqui, por Marina Faria.

Marcadores: , ,


Stuff amour
Comentários (15) // sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Todas as mesas da minha sala de aula têm alguma estrela desenhada. É que as estrelas têm cinco pontas e o seu nome, cinco letras. É bobo e infantil, eu sei. Só que os meus pais não me criaram para o “mundo” – que é cinza, triste e onde choram corações. Fui preparada para o Amor e estes olhos meus tendem a sempre brilharem na esperança de que não seja simplesmente ilusão, este meu universo que às vezes fica todo cor-de-rosa porque você aparece e pinta alegria mesmo nos mais terríveis dias.
E não paro de sorrir ao lembrar-me de você, do seu jeito, dos seus olhos, do seu sorriso. Talvez isso seja um alento, justificando o período de espera para rever-te. Todavia não conto os minutos para reencontrar-te, pois perto de você tempo inexiste e tudo passa tão rápido que quando me perco na realidade fria, vejo-me mergulhada novamente em mares de pensamentos que me levam a você e que novamente aguardam... E percebo que o tempo é muito cruel: distante, demora e em sua presença, não o sinto. E palavras repetidas aparecem nas minhas falas – principalmente o seu nome. E comumente pingos de tristeza fazem morada, quando imagino os seus braços ao redor de outra. Desculpas, mas é que para mim ninguém sente o mesmo que eu por você.
E agora, o meu coração bate descompassado ao rever-te tocando bateria, como aquele dia. Será que o seu também, assim, por mim bater.ía? Aguardo a possibilidade e a incerteza desse bater.ía, vendo-te tocar e sorrir... E nesse ínterim, sonho feito criança como se nunca tivesse sonhado ou vivido. E, às vezes, perco o sono... canso, amo, desisto, amo, reluto, amo, persisto, amo, choro, amo, temo, amo, escondo-me por trás do teu olhar e, amo, amo, amo.

P.S.: o texto era pra ficar fofo e não tedioso. ):

Marcadores: , ,