O blog
Dizem que falar aos cotovelos é ruim. Dizem que expressar opinião é ótimo, em alguns casos. Unindo ambas as coisas essa pequena garota irá tentar defender as suas próprias opiniões rebeldes e muitas vezes sem causa, de coisas cotidianas, valhas ou às vezes inúteis; passando o tempo aqui, vendo as horas voarem e digitando descontroladoramente palavras aleatórias, porque isso sim é de sua estranha natureza.

Quem
Gabriela Andrade, uma senhorita com 23 anos vividos de misturas sentimentais, questões polêmicas, questionamentos insanos e utópicos sobre o mundo, englobados em torno de muitas confusões. Anseia por um futuro melhor, mas se saberá o que será do temido e exasperado amanhã?

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Rel.atos
Comentários (9) // sexta-feira, 8 de abril de 2011

-Alô, é da polícia?
-Sim, senhora. Alguma denúncia ou objeção?
-Uma denúncia. E, muito grave.
-Qual, senhora?
-Bem, senhor policial, um moço (em pensamento gritou: o das estrelas) num dia de outono abruptamente veio, roubou o meu coração e sequestrou o meu cérebro.
-Mas, senhora, caso tal fato realmente ocorresse, não estaríamos conversando... Você sem vida, batimentos e a função do pensar estaria.
Deixando molhar a face e buscando forças para responder-lhe, indagou:
-E quem disse que estou? Vida tenho sim, todavia sem o brilho que os olhos dele me traziam mesmo quando escuridão havia. Batimentos também tenho, contudo estranhos – ora aceleram feito crianças em dias de verão e ora ficam quase em silêncio, como se caminhando no inverno estivessem. E a minha função do pensar anda divagando muito sobre o assunto que me referi ao senhor. Infelizmente, de tanto divagar, meu pensar perdeu-se no caminho das ideias e distante de mim está.
-Bem, creio que se trata de um caso gravíssimo.
-Sim, caro policial.
-Deixe-me pensar...
-Tudo bem, mas quero deixar claro que ele é o réu dos meus tolos atos. Deu para o senhor entender através deste simplório relato?
-Sim, senhora. Trata-se de um rel.atos, sugiro que preencha um formulário sobre como tudo ocorreu, que tente dizer o porquê do seu coração ter se rendido tão facilmente à ação e como ele conseguiu despistar o seu cérebro.
-Certo. Mas e quanto aos danos causados?
-Bem, decerto foram culpa do cupido. Ultimamente muito se vê que erros comete, digo por experiência própria. Sugiro também, que... Por acaso a senhora assiste filmes românticos ou algo do gênero?
-Certamente. Filmes, poesias, livros e músicas do gênero.
-Então, recomendo que inicie um regime porquanto o cupido processaremos.
-Qual regime?
-O da ilusão.

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