O blog
Dizem que falar aos cotovelos é ruim. Dizem que expressar opinião é ótimo, em alguns casos. Unindo ambas as coisas essa pequena garota irá tentar defender as suas próprias opiniões rebeldes e muitas vezes sem causa, de coisas cotidianas, valhas ou às vezes inúteis; passando o tempo aqui, vendo as horas voarem e digitando descontroladoramente palavras aleatórias, porque isso sim é de sua estranha natureza.

Quem
Gabriela Andrade, uma senhorita com 23 anos vividos de misturas sentimentais, questões polêmicas, questionamentos insanos e utópicos sobre o mundo, englobados em torno de muitas confusões. Anseia por um futuro melhor, mas se saberá o que será do temido e exasperado amanhã?

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Capitã da areia
Comentários (10) // terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Nos confins da Bahia ela vivia e tinha em si capitães da areia que comandavam qualquer ação de seu coração. Escrevia linhas certas – que talvez só em utopias pudessem existir – para guiar os seus caminhos incertos.
Todos diziam que a moça, menina forte para rosto tão ressequido, era uma pobre coitada. Pobre coitada por sonhar demais, por viver com balões nos pés, por acreditar que um dia o seu sertão viraria mar e, por ter certeza de que as lágrimas de seus conterrâneos - que tanto se aventuraram em outros estados - ao cair no chão frutificariam flores e virariam sorrisos. E escrevia, chorando, abraçando palavras, gritando, esperançando, sorrindo, vivendo... Diziam também - não, tinham certeza! - de que a sua alma descendia dos gênios que suspiraram em sua terra. Sim, ela compartilhava do mesmo tum-tum-tum de Ruy Barbosa, Cora Coralina, Castro Alves, Milton Santos e muitos outros que criaram asas por meio das letras.
Ela era o quadro vivo de uma obra fantástica, o respirar das andorinhas mais belas. E, ao contrário de muitas mulheres, não pintava a sua face com pó-de-arroz, cobria as suas imperfeições com a aridez de seu solo suntuoso. Ela era muito mais do que uma prosa infindável, era e é todos nós que pintamos verde nos olhos e rosa na vida.

Entrelinhas: texto bobinho para um concurso literário.

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4 Letras
Comentários (11) // sábado, 18 de fevereiro de 2012

E se jogares
num oceano sem água
num sorriso sem sorrir
Ainda amarás?

Amor sem sentido
como tudo o é
Adentra o infinito
e tira do chão, meu pé.

Amor sem flor
agonia de viver
Na espera de uma ligação
Quer querer, quer sofrer, quer... você.

Amor casulo
borboleta ainda.
Semente disparada no coração
Tun tun tun descompassado
que chora e que grita
que quer voar e quer amar
todavia que agora só espera
porque ainda é larva,
somente larva.

Amor: meu motor falhado
Quer ser meu mecânico ou namorado?

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Textoesia que estava na gaveta mofando.

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